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July 05, 2009

Palavra da Semana - Figurado

Figurado.

Particípio de figurar.

Quando adjetivo:

1. Em que há figuras ou alegorias. Metafórico. Tropológico.

2. Alegórico, imitativo. Representativo.

3. Não existente. Hipotético. Suposto.

4. Diz-se da dança popular ou de salão com passos e marcações variados, movimentados.

Quando substantivo masculino:

5. Dança.

July 04, 2009

Efervescência


A efervescência de cheiros, de gostos, de jeitos, de gentes, de caras, de cores, de modos, de mundos, do Mercado Público.


June 28, 2009

Palavra da Semana - Efervescência

Efervescência.

De efervescer.

Substantivo feminino. A evolução de um gás em bolhas dentro de um líquido, quer pela diminuição da pressão, quer pela ação de um agente químico.

Ebulição, fervura.

No sentido figurado, a agitação do espírito. Excitação, exaltação. Comoção. Perturbação.

Ainda no sentido figurado, significa movimento, bulício, inquietação.

June 23, 2009

Palavra da semana: Dádiva

Dádiva.

Do latim dativum, que significa donativos. Substantivo feminino. Aquilo que se dá. Um presente. Uma oferta. Um donativo. Um dom. Doação.

June 20, 2009

Caleidoscópio


As milhares de possíveis repetições de mim nunca serão tão legais quanto a original.


June 13, 2009

Bárbarie da sociedade

Quase mimetizado na paisagem, quase imperceptível, mas se ajustarmos o olhar está ali, e é feio e incomoda.

June 08, 2009

Palavra da Semana: Barbárie

Barbárie.

Substantivo feminino. Do latim. Barbarismo. Estado ou condição de gente bárbara. Barbaridade, assombro. Erro de pronúncia, grafia, forma gramatical ou significado. Sem civilização, rude, selvagem, inculto.

June 07, 2009

A abertura do mundo


Porque é por meio deles que absorvo o mundo. Porque é por causa deles que entendo o mundo. Eles me mostram a forma e a cor de tudo. De todos. Me avisam - tentam me avisar - se alguém está mentindo. Eu é que não acredito, às vezes. Porque às vezes consigo enganá-los, coloco lá uma lente cor-de-rosa, coloco lá um filtro qualquer, e tudo muda. A perspectiva muda, fica tudo muito lindo. Mas eles são mais espertos que eu, enxergam bem mais do que muitas vezes sequer percebo. Aí, aos poucos, eles vão me dizendo, me mostrando, deixando escorregar as lentes que insisto em usar. Aí eu vejo. Aí, por mais que eles me mostrem que o sol ainda brilha, que o mundo ainda gira, que as flores estão nascendo logo ali, daqui a pouco é de novo primavera e tudo vai voltar a estar bonito, querendo eu ou não, concordando ou não.

Porque eles são, para mim, a porta de entrada de tudo. De palavras, de cores, de formas, até de cheiros, por incrível que possa parecer. Gosto, não, porque gosto é diferente. Mas todas as sensações, inclusive de frio e de quente e de macio e de áspero, é por causa deles que percebo. São eles os responsáveis pelo meu aprendizado.

Porque são eles que, automaticamente, escolhem o foto e o ângulo, e registram tudo o que há de mais importante, de mais emocionante. Porque eles não cansam nunca, e mesmo que eu queira dormir e deixá-los fechados, continuam com as imagens, continuam com as cores e luzes.

E eu os amo.

Participação de S. Moreira

Tavira, 30 de outubro de 2008.

Rasgam-se caminhos. Encerram-se etapas. Pedras que ficam para trás. Dias inteiros. Multiplicam-se os cruzamentos e, com eles, as incertezas. Passos a dar para direcções não sonhadas. Degraus, nevoeiros que se adensam. E, para lá do cansaço que acompanha a viagem, o guerreiro mantém-se à tona e regressa ao caminho. Vê, enche os olhos e eis que, de repente, a sede desperta. Sorri por dentro. Ansiosos, os olhos percorrem cada pormenor. Rostos. Luzes. Gestos. Casas. Janelas. E, a acompanhar tudo isto, as vozes. Frases atiradas, palavras aparentemente soltas, enquadradas numa conversa qualquer. E os olhos, sempre os olhos, a encherem-lhe a alma. Ser um viajante curioso. Actor da sua própria história. Quem sabe até autor. Desconhece para onde lhe leva este chão. Sabe apenas que percorre o caminho e, ávido, procura absorver o que os sentidos lhe oferecem. Ah, doce sede que despertas! Atropelam-se os pensamentos na cabeça. As dúvidas, os medos. A esperança insiste e, com ela, o encanto de ser um viajante acordado.

S.

O prazer da abertura de um livro!!!!

Abertura!

Oh, quanto deve estar escondido dentro destas páginas.
A abertura para a mudança, para o mundo para o imaginário, para o crescimento para o aprendizado.
tudo ao alcance da abertura do livro!